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O poder das algas
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Ricas em vitaminas,
minerais e proteínas, elas equilibram o organismo regulando as taxas de
colesterol, a pressão arterial, a circulação sangüínea, dão mais
disposição e ainda ajudam a emagrecer
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(Texto: Isabel Taranto | Ilustrações: Divulgação))
Elas também são ricas em protovitamina A (fundamental para o rejuvenescimento), ácido linoleico e alfa-linoleico (protegem a pele e a mucosa contra os radicais livres e o envelhecimento), ácido algênico (contribui para a eliminação de metais pesados como arsênico, chumbo e mercúrio), são abundantes em fibras, não têm gordura e ainda funcionam como ótima mucilagem (quando hidratadas no estômago pelo suco gástrico aumentam de volume dando sensação de saciedade). Para completar, as algas trazem na sua composição fenilalanina, aminoácido que suprime o estimulo nervoso do apetite no cérebro, sendo assim uma ótima cadjuvante no processo de emagrecimento. Além disso essas “plantinhas” do mar são fontes de proteínas vegetais inigualáveis, contêm todos os aminoácidos essenciais ao nosso organismo em uma proporção adequada e apresentam um coeficiente de digestibilidade de 95% (o da carne é 20% e da soja, 35%).
Verde, marrom e vermelha Contudo, dos mais de 300 mil tipos de algas marinhas, apenas 22 mil são conhecidas e catalogadas e destas somente 50 são consideradas úteis para a medicina e a nutrição humana. “Elas se dividem em três grupos: marrons (feoficeas), verdes (cloroficeas) e vermelhas (rodoficeas)”, ensina a pesquisadora Guiomar Contreras, que é ficologista (especialista em algas). Embora as algas verdes sejam as mais facilmente encontradas para consumo no Brasil, sobretudo em lojas que vendem alimentos e ingredientes para a culinária japonesa, são as algas vermelhas as mais ricas do ponto de vista nutricional. “Algumas espécies, como as Glacilárias, contêm todas as vitaminas de que necessitamos e proteínas de elevado valor biológico”, afirma a especialista. Essas “riquezas do mar” podem ser adquiridas frescas, desidratradas, em cápsulas ou comprimidos. “É importante consultar um médico antes de começar a consumir algas marinhas, pois como elas são ricas em iodo e sódio, são contra-indicadas nos casos de hipertireoidismo e hipertensão arterial respectivamente. Nesse caso, pode ser mais indicado o consumo de algas de água doce, como a Espirulina”, aconselha o médico. Fibras solúveis e insolúveis Todas as algas contêm boa quantidade de fibras solúveis e insolúveis. As primeiras apresentam efeitos hipocolesterolêmicos e hipoglicêmicos por estarem associadas ao metabolismo dos lipídeos e carbohidratos. As insolúveis estão ligadas à diminuição do tempo do trânsito no trato gástrico e à melhor digestão. Porém, somente algumas espécies de algas vermelhas e marrons são industrializadas na forma de um concentrado de fibras. No Brasil, se encontram mais facilmente as espécies Nori (vermelha) Wakami (marrom) e Kombu (verde). Já as Glacilárias são comercializadas pela empresa Seasweet (sigla em inglês), na forma desidratada, in natura e em cápsulas. |