Hipertensão:
Seu corpo sob pressão
A hipertensão pode ser
considerada um dos grandes males dos brasileiros - e das brasileiras. Ela é
a principal causa do acidente
vascular cerebral ,
doença campeã em mortes de mulheres entre 10 e 49 anos no Brasil.
Segundo o cardiologista José
Márcio Ribeiro, "85% das pessoas que sofrem derrames são hipertensas".
Além disso, a pressão alta também é um fator de risco de infarto, que há
muito tempo deixou de ser uma doença exclusivamente masculina. Atualmente,
em cada dez infartados, quatro são mulheres. Para ter uma noção do
perigo, são 13 milhões de hipertensos aqui no país (o que corresponde a
20% da população). Metade desse número é do sexo feminino. O problema
aparece, muitas vezes, sem causar nenhum sintoma. Por isso, apenas 2,7 milhões
dos doentes recebem tratamento adequado. Poucas mulheres fazem um controle
regular e dificilmente elas descobrem que têm pressão alta. Os médicos
recomendam, por exemplo, que as adeptas da pílula anticoncepcional tirem a
pressão pelo menos a cada seis meses. Fique atenta e aprenda como se manter
longe desse distúrbio.
Perigo
com hora marcada
De acordo com
estudos científicos, o pico de incidência de infartos, derrames e
isquemias cerebrais está intimamente associado à elevação da pressão
arterial que ocorre logo que a pessoa acorda ou inicia as atividades do dia.
Esse fato é conhecido pelos médicos como ascensão matinal da pressão
arterial.
O
infarto matinal, por volta das 9 horas, é três vezes mais comum do que no
período noturno.
A maior incidência de acidentes vasculares cerebrais (derrames,
hemorragias, tromboses e isquemias) também ocorre pela manhã. O período
mais crítico é logo após o despertar - entre 8 e 12 horas.
Identifique
os sinais de alerta
Normalmente, a hipertensão não dá sinais. Porém, pressão alta pode
causar dores de cabeça, taquicardia, dificuldades respiratórias, confusão
mental, suor exagerado, náuseas, vômitos, hemorragias nasais, vertigem e
cansaço.
Mas
que história é essa de pressão alta?
Quando o coração bombeia sangue pelas artérias, a força do fluxo sanguíneo
exerce pressão sobre as paredes arteriais. A hipertensão acontece quando
essa força é superior a necessária para manter um fluxo constante durante
grande parte do dia. Os valores normais oscilam de acordo com a idade da
pessoa, mas, em média, 14 por 9 já é considerada pressão alta.
Por
que ela resolve subir
A
hipertensão ocorre por causa do aumento do volume de sangue dentro do
sistema ou porque os rins não funcionam de maneira adequada, não
eliminando quantidade suficiente de líquido.
Quando as paredes arteriais ficam rígidas e estreitas e não conseguem se
dilatar, o sangue também tem que fazer uma maior pressão para poder
circular.
As
causas desse mal
Predisposição genética.
Excesso de sal na alimentação.
Obesidade: quanto maior o peso do paciente, maior sua pressão.
Sedentarismo: pessoas que não praticam atividade física correm mais riscos
de ter pressão alta.
Diabetes.
Quem usa pílula anticoncepcional deve verificar a pressão regularmente (a
cada seis meses).
Como
prevenir
"Controlar a hipertensão pode reduzir em 40% a probabilidade de sofrer
um derrame e em 20% de sofrer infarto", garante o nefrologista
Agostinho Tavares.
Você deve medir a pressão pelo menos uma vez por ano (mulheres até os 40
anos) e a cada seis meses (depois dessa faixa etária).
Fique de olho nas causas que a produzem. Modifique seus hábitos diários:
deixe de fumar, faça uma dieta mais balanceada e saudável (cuidado com o
sal), pratique exercícios aeróbicos moderados (pelo menos três vezes por
semana) e controle o stress.
