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- Não beba teu leite !
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- O
hábito de consumir leite de vaca está relacionado com a falta de ferro
em crianças. Uma boa parte da população mundial é vítima de câimbras,
diarréias e também de múltiplas formas de alergias. Há forte
possibilidade de que seja um fator determinante na origem de
arteriosclerose e ataques de coração.
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- Em
muitos lugares do mundo e especialmente na Ásia, África, América do Sul
e Europa, há pessoas que consideram o leite de vaca inadequado para o
consumo de adultos.
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- Em
1965 a Escola de Medicina de John Hopkins levou um estudo que descobriu
que 15% dos pacientes de raça branca e uns 75% de raça negra, não
toleravam o consumo de leite devido á lactose. A partir de então, se
iniciaram estudos a nível mundial e atualmente sabemos que essas
porcentagens são muito maiores.
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- Normalmente
o ser humano perde a atividade da lactose no intestino delgado entre a
idade de um ano e meio e quatro anos. Este é um acontecimento totalmente
normal no processo de maturidade tanto de homens como de outros mamíferos.
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- A
natureza não nos oferece alimentos que contenham lactose, como o leite,
depois do período do desmame.
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- Quando
convertemos o leite em iogurte, muito da lactose é convertida em glicose
ou galactose. De uma forma parecida, quando o queijo é curado, muito da
lactose se converte em açúcar. É por isto que estes produtos são
tolerados por pessoas que não toleram o leite.
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- Os
problemas gastro-intestinais podem ser sintomas da intolerância a
lactose.
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- Um
destes sintomas é o que se origina nas paredes dos intestinos. Dada á
intolerância do leite, os intestinos sangram e vertem entre um e cinco
milímetros de sangue. O problema é que a quantidade de sangue é pequena
para poder ser detectada nas paredes e só se pode detectar a alteração,
mediante análises clínicas químicas. Estima-se que a metade dos casos
de crianças com défices de ferro nos Estados Unidos se devem a este
problema gastro-intestinal derivado do consumo de leite de vaca.
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- Outra
séria complicação que resulta do consumo de leite de vaca, é a
nefrose. Um grupo de investigadores da Universidade de Colorado e outro da
Escola de Medicina da Universidade de Miami, identificaram esta
enfermidade em crianças com idades compreendidas entre os dez e quatorze
anos. A nefrose é uma alteração dos rins. Esta alteração provoca uma
perda permanente de proteínas que desembocam na urina. O resultado desta
enfermidade é um nível baixo de proteínas no sangue.
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- Eventualmente
resulta numa acumulação de líquidos, inchaços de mãos e pés. Algumas
crianças podem inclusive, desenvolver nefrose crônica, o que pode levar
à morte. Normalmente, estas crianças são tratadas com um tipo de
cortisona, mas uma porcentagem destas crianças não respondeu a esse tipo
de tratamento. Foi com este grupo de crianças, que se fizeram estudos nas
duas Universidades Americanas. No principio, suspeitaram que o problema
vinha de algum tipo de alergia. Para surpresa, descobriram que quando o
leite de vaca era eliminado da sua dieta, a perda de proteínas cessava e
as crianças recuperavam rapidamente. Depois da dita recuperação, se
administrou novamente leite de vaca às crianças, e num período de três
dias, as crianças começavam a perder novamente os níveis de proteínas
no sangue.
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- Um
cardiologista estudou, em certa ocasião, os corações de mais de 1500
crianças que haviam morrido por causas acidentais, melhor dizendo: Não
morreram de enfermidades.
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- Não
obstante, em muitas dessas crianças, se encontraram danos nas artérias
coronárias. Quando se tratou de descobrir os fatores que determinaram a
razão porque umas crianças tiveram danos nas artérias e outras não,
foi comprovado que o único fator que diferenciava um grupo do outro, era
a alimentação durante a infância. Descobriu-se que a maioria das crianças
que haviam sido amamentadas com leite materno tinha as artérias em condições
normais, por outro lado a maioria das crianças que tinham problemas
arteriais, haviam sido alimentadas com leite de vaca durante a sua infância.
É, portanto razoável, concluir que o leite materno e o leite de vaca
foram determinantes nas mudanças das artérias das crianças.
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- Existem
evidencias que apóiam a convicção de que as crianças que se
administram leite materno durante a lactação, são menos propensas a
enfermar do que aquelas que não utilizam. Na década de trinta, houve
outro estudo com 20.000 crianças na cidade de Chicago. Este estudo levou
a cabo quando os antibióticos para eliminar as infecções bacterianas não
existiam. No estudo, um grupo de crianças foi alimentado com leite
materno durante os primeiros nove meses de vida; um segundo grupo foi
alimentado parcialmente com leite materno; e um terceiro grupo foi
alimentado com leite de vaca pasteurizado e açucarado. À todas as crianças,
foi dado suco de laranja à partir do primeiro mês, e óleo de fígado de
bacalhau a partir das seis semanas. Acrescentou-se também a dieta de
cereais a partir do quinto mês e vegetais a partir do sexto mês.
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- Que
aconteceu? A mortalidade das crianças alimentadas à base de leite
materno foi de 1.5/1000, entretanto a mortalidade das crianças
alimentadas à base de leite de vaca se situou em 84.7/1000, durante os
nove primeiros meses de vida. A mortalidade por infecções
gastro-intestinais foi 40 vezes superior nas crianças que não foram
alimentadas com leite materno, enquanto que a mortalidade por infecções
respiratórias foi 120 vezes superior.
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- Estudos
anteriores a este em diferentes cidades americanas mostravam resultados
similares. As crianças alimentadas à base de leite de vaca tinham 20
vezes mais probabilidades de morrer durante os primeiros anos de vida do
que os que não consumiam.
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- Apesar
de um litro de leite de vaca conter 1.200 miligramas de cálcio e um litro
de leite materno conter 300 miligramas, uma criança que consuma leite
materno assimila mais cálcio do que se bebesse leite de vaca. O problema
é que o leite de vaca contém muito fósforo e este elemento interfere na
absorção do cálcio.
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- O
leite de vaca, por mais sadio que seja, sempre está infectado com bactérias
fecais que se depositam no úbere e nas mamas.
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- A
União de consumidores de EEUU. encontrou num estudo que, de 25 amostras
analisadas, só 4 não estavam contaminadas com pesticidas. As outras 21
tinham resíduos de hidrocarbonatos clorados. Existem evidências de que
estes hidrocarbonatos, à medida que se acumulam no corpo, podem provocar
mutações que resultam em deficiência no nascimento duma criança. Estes
mesmos hidrocarbonatos podem produzir câncer.
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- A
penicilina é um antibiótico muito utilizado para combater as mastites
das vacas. Supostamente não se deve ordenhar as vacas, sem que tenham
transcorrido 48 horas desde o tratamento da penicilina. Não obstante,
esta forma não se cumpre e a penicilina aparece em pequenas quantidades
no leite. Outra substância que se encontra no leite de vaca é o hormônio
progesterona, que se converte em androgênios e que foi implicada como um
fator que provoca acne, pelos no corpo etc...
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- Diarréia,
câimbras, sangue gastrintestinal, anemia, erupções cutâneas,
arteriosclerose e acne são enfermidades, que segundo se sabe, estão
relacionadas com o consumo de leite de vaca. Alem destas enfermidades,
acredita-se que o consumo de leite de vaca pode estar relacionado com a
leucemia, a esclerose múltipla, a artrite reumática e as cáries dentárias.
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- Uma
revista médica inglesa, de reputação mundial, “The Lancet”,
publicou um editorial intitulado “Atenção à vaca”. Ela cita uma
experiência, na qual se alimentou vários chimpanzés recém nascidos,
com leite de vaca não pasteurizado. Dois, dos seis chimpanzés,
desenvolveram leucemia e morreram. É importante saber que o leite com que
foram alimentados estava infectado com um tipo de vírus chamado de tipo
C, que é uma infecção comum nas vacas e provoca um tipo de leucemia nas
mesmas.
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- É
irônico saber que muitas mães dão à seus filhos leite, pensando que
fortalecem os dentes, quando o que ele provoca é uma destruição nos
mesmos. Este dado que foi pesquisado pelo odontologista francês Castanho,
da Universidade de Pensilvânia numa de suas investigações.
- Frank
Oski nasceu em 1923 e graduou-se na Faculdade de Medicina da Universidade
de Swuartmore, EE.UU. Em 1958 obteve o seu mestrado na Universidade de
Pensilvânia.
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- Levou
a cabo seus estudos de pediatria no Hospital da Universidade de Pensilvânia
e mais tarde estudou Hematologia no Hospital Infantil de Harvard, Boston.
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- Em
1963 foi eleito sócio do Departamento de Pediatria da escola de Medicina
na Universidade de Pensilvânia. Mais Tarde assumiu o cargo de Professor e
Reitor do Departamento de Pediatria no Centro médico da Universidade do
Estado de Nova Iorque.
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- Em
1985 se encarregou do Departamento de Pediatria na Escola de Medicina da
Universidade de John Hopkins.