

O procedimento também é utilizado com sucesso para clarear a mente, aguçar os sentidos e aflorar a sensibilidade pois promove um re-equilíbrio sensorial apurando os sentidos e melhorando a visão, olfato, paladar e audição.
Outras medidas podem ser tomadas para que a higienização do ouvido seja satisfatória.
A limpeza dos ouvidos não deve nunca ser realizada com hastes flexíveis nem mesmo em crianças e bebês. Os bastonetes envolvidos em suas extremidades por algodão podem ferir a pele do ouvido, favorecendo sangramentos e a instalação de infecções. Podem também empurrar a cera mais para dentro ou até perfurar o tímpano, causando perda da audição. A Higiene das orelhas deve ser apenas superficial e externa. É importante manter a orelha seca após o banho usando toalhas macias.
Por
que o ouvido produz cera no canal auditivo?
É
recorrente na vida das pessoas chegar na frente do espelho e se deparar com
aquela sujeira localizada na entrada da orelha. Ou então, ter uma sensação de
abafamento na audição em razão do excesso dela no canal auditivo. Mas,
afinal, por que o ouvido produz cera?
De
acordo com a otorrinolaringologista Patrícia Ciminelli, do Hospital Universitário
Clementino Fraga, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a
cera ou cerume é produzida por glândulas especiais, conhecidas como glândulas
ceruminosas, existentes na região mais externa do canal auditivo e é composta
por substâncias que atuam na proteção contra a propagação de
microorganismos.
"Como
a passagem até a região mais profunda do ouvido é muito estreita, escura e
revestida por pele, isso facilita a entrada de detritos nocivos que podem ser
prejudiciais, no entanto, essa proteção proporcionada pela cera é de extrema
importância", explicou. Outra função de proteção é dada pela retenção
de poeira e partículas de areia, impedindo que esses elementos provoquem danos
à membrana timpânica.
Segundo
ela, muitas pessoas têm facilidade para produzir a substância em excesso, o
que pode resultar na formação de uma espécie de "rolha" que tapa o
canal auditivo, abafando a audição e dando sensação de surdez.
Ciminelli
alertou que o uso do cotonete para a limpeza do canal auditivo deve ser feito
com muito cuidado e retira-se apenas a cera da região externa do ouvido.
"Devemos limpar somente o que fica visível na orelha e de forma muito
cuidadosa, porque a pele que reveste o tímpano é muito frágil, e colocar o
cotonete profundamente, pode causar uma perfuração séria na região",
avisou.
A
doutora avaliou que realizar a higiene durante o banho é uma boa opção, mas
também deve ser feita com muita cautela.
Rolha
Patrícia
Ciminelli afirmou que a utilização diária e descuidada do cotonete pode
acabar empurrando a cera cada vez mais para dentro do ouvido, acumulando-a ao
redor do canal auditivo e formando um verdadeiro tampão próximo ao tímpano.
Em alguns casos, esse excesso pode se tornar difícil de ser retirado pela própria
pessoa e o melhor a fazer é procurar auxílio médico.
O
canal auditivo tem entre 3 a 4 cm de extensão, do início até a região do tímpano,
e este excesso deve ser removido pelo especialista por meio de lavagens e aspirações
com instrumentos adequados.
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Curiosidade: Segundo a lenda, durante as limpezas nas cerimônias de sacrifícios das aldeias indígenas primitivas da América do Norte, os indígenas queimavam as palhas de arroz e as colocavam nos ouvidos. Terminando este processo de limpeza, sentiam um bem-estar no corpo todo e o cérebro ficava mais lúcido, achavam que podiam curar as doenças e os demônios não os atingiam.
Esta aplicação natural antiga e milenar foi levada pelos imigrantes europeus da América do Norte, sendo então aplicado na medicina européia.
Segundo a lenda, a aplicação do cone Hindu ou Chinês, para os ouvidos é milenar, existindo desde o antigo Egito, na Índia, na China, no Tibet e até na Europa atual. É uma das disciplinas oficiais nas faculdades de medicina da Alemanha que é um país com tecnologia avançada na medicina.
Este segredo do cone foi passado de geração em geração e hoje faz parte da cultura européia principalmente na Itália e Alemanha.
Fonte: Brasil Oriente
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